Minhas noites são sempre assim, elas chegam e junto trazem a vontade que eu tenho de ti. É impossível controlar isso, é mais forte que eu, é mais forte do que a minha força para me manter bem, eu vago pela casa com uma xícara de café na mão e o celular na outra, minhas pantufas já estão gastas, meu bem, as vezes abro a janela e fico olhando para as estrelas, penso em fumar mas logo lembro que minha mãe está por perto, meu coração está tão confuso e deprimido que eu tento esquecer dele, ficou por horas olhando o céu, meu olhar se dispersa somente para o celular, mas nenhum sinal de você, torno a andar pela casa, jogo meu celular sobre a cama e pego mais café. Olho para o relógio e minha madrugada já está pela metade, o que me deixa triste pelo fato que o sol já chegará, me guio até a cama e la fico deitada, sem nada para fazer, eu nunca procuro o colo de outras pessoas, pois elas podem acabar me magoando mais, então o meu refugio é o meu urso, eu o abraço e pra ele conto tudo e sabe, quando eu começo a chorar, aquelas lágrimas que até doem ao sair por tanto sentimento que elas carregam, eu enfio o meu rosto nele e ele as enxuga, ele não vida, ele não respira, ele não fala comigo, mais ele é um bom amigo. Me viro para o lado e me deparo com a minha parede branca meia manchada, guio um dedo sobre ela e fico ali o deslizando como se escreve algo, algo para você, algo que saia sem eu pensar, mais que era verdadeiro, deslizo a palma da mão por ali o apagando, e logo volto a escrever, sinto o meu rosto humido pelas lágrimas que me acompanham durante toda madrugada, logo me levanto, sempre é 4 da manhã, pego um caderno, tão especial e secreto que ninguém além de mim e meu urso sabia dele, me sento no escuro e desligo o celular, começo a escrever tudo que queria te dizer, as vezes te xingo, as vezes te elogio, as vezes falo que te odeio, e as vezes expresso o quanto te amo, mas as vezes apenas escrevo, sempre que estou fazendo isso tenho a sensação de estar perto de ti, é estranho, eu não poderia ser assim, o fecho e logo me levanto olho pelo corredor e sorrio, as vezes nem olho por estar brava, o guardo em um lugar somente meu, e rio por fazer isso, eu me sinto uma pequena menina escondendo um diário, talvez seja isso mesmo, mais eu tenho 17 anos, seria tolo, olho para o meu urso e pisco como se aquilo demonstrasse que era nosso segredo, vou até o banheiro nas pontas dos pés mas é incrível com eu relo na porta e minha mãe grita, eu sempre me assusto, mesmo sabendo que aquilo vai acontecer, então corro para meu quarto e me lanço em minha cama, abraço meu travesseiro e logo fecho meus olhos, me imagino ao seu lado e assim posso dormir melhor.. quando acordo eu fico me sentindo boba, e fraca, mas se minha fraqueza é o meu amor por você, o meu platônico amor, que eu viva na fraqueza então...

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