quarta-feira, 9 de março de 2011

Que amor é esse ?


 É maior que o amor de namorado, amigos e irmãos. É um amor inexplicável de tão imenso.Quando nascemos ganhamos um anjo, um anjo qual nos ama com toda suas forças, quando pequenos nos fazemos desses anjos tudo em nossas vidas, e só de pensar em um simples minuto sem ele, choramos. No primeiro dia de aula esse anjo também nos acompanha, quando choramos lá está esse anjinho com os braços abertos para nos acolher e quando estamos felizes também estão sempre prontos para comemorar com a gente. Quando somos adolescentes costumamos achar esse anjinho a coisa mais chata do mundo, pois tudo que queremos fazer eles dizem estar errados e sempre que vamos desabafar com amigos, falamos deles como pessoas insuportaveis, mas basta aquele amor não correspondido chegar, ou aquela dor de barriga, ou simplesmente aquela tristeza bater, para corrermos para o colo desse anjinho como se fôssemos crianças novamente.  Mas esses anjinhos nunca desistem da gente, pois eles nos amam, e quem é que não sabe o nome desse anjo chamado Mãe ? Mãe, uma palavra tão forte e ao mesmo tempo suave, uma palavra valiosa e unica, insubstituivel  diria eu. Algumas pessoas tem esse anjinho com outro nome, pode ser uma tia, uma avó, ou aquela simples pessoa que não tem o seu sangue, mas te tem nos braços desde pequeno, mãe não é apenas aquela que nos trás ao mundo, e sim aquela qual está ao nosso lado sempre e sempre. Minha mãe me diz que eu só entenderei o amor de mãe, quando eu for uma, mas esses dias eu passei por uma prova de que o amor de mãe, é sim o maior amor do mundo.  Eu aprendi isso quando estava parada em uma praça na parte rural da cidade, e avia ali um trator parado, qual me chamou a atenção, sobre eles avia muitas pessoas e fora dele tentando entrar uma senhora, qual tinha em torno de 90 anos, seu filho avia morrido e aquele trator era a unica forma de chegarem ao velório,  mas como aos meus olhos e também de todos os outros ali, era um absurdo aquela senhora subir sobre aquela maquina, embaixo de chuva e vento. Então o motorista daquele veiculo se aproximou dela e disse: Senhora, é perigoso ir aqui.  Ela simplesmente se manteve ali firme enquanto dizia: Não é perigoso, é pelo meu filho. Aquelas palavras parecem que mexeram com cada parte de mim, que logo subi no veiculo também, logo me tratei de sentar por perto dela, na intenção de protege-la, eu não a conhecia, não sabia o seu nome e nem mesmo o que avia conhecido, mas realmente não importava nada disso naquele momento, pelo caminho chovia, avia barro e fazia frio, mas ela se mantinha lá sentadinha sem dizer um ah, eu precisava saber o que ela estava sentindo, eu sabia que ela precisava falar com alguém, então em um tom tanto quanto tímido eu tratei de perguntar: Onde estão indo mesmo?  Ela em um sussurro  falho, e cansado, creio que por sua idade, me dize: Eu estou indo passar os últimos minutos com o meu filho. Tornei a perguntar enquanto eu a apoiava em meu braço: O que ouve com ele ?  Ela se esforçou por aquele sorriso enquanto me olhava com certa ingenuidade e novamente sussurrou: Chegou a hora dele, foi hoje a tarde e eu não pude fazer nada, mas pelo menos ir lá ficar ao lado dele agora, eu posso e não me é esforço nenhum. Correspondi ao seu sorriso enquanto afirmei com a cabeça e sem mas apenas resmunguei tentando consola-la: Chega para todos. Ela encostou a cabeça em meu ombro e tardou a responder em meio socos que aquele veiculo dava, mas pude ouvir sua voz perto de mim: Preferia que tivesse chegado o meu. Decidi não falar mas nada e apenas permanecer ali, sem mais apenas a aconcheguei ali em meu corpo até que chegássemos a cidade, ao chegar no velório descemos todos de lá e ela esperou pois um moço a apanhou no colo, afinal ela não pularia dali como nós, eu fiquei parada perto de uma arvore apenas para ve-la novamente, e quando ela passou por mim entrando no velório me olhou de modo gentil eu apenas sorri e desci embora. Desci pensando no quão grande é o amor de uma mãe, que pra uma mãe não importa o que o filho é, não importa o que ele fez pela manhã, porque quando chegar a tarde ela já haverá perdoado, que uma mãe cria 10 filhos, mas 20 filhos não cria uma mãe. Que pra uma mãe, um filho marginal, homossexual, viciado, rico, pobre, doente, perfeito, lindo, feio, ou qualquer outra coisa, pra ela não faz diferença, ele sempre será o seu filho, ela sempre o amará não importa o que aconteça.  Jovens, dobrem suas línguas quando para seus amigos forem criticarem a sua 'velha', pois ela não tem que ser a parte chata da sua vida, e sim a parte mais importante, a parte mais linda, a parte mais valiosa. Dêem valor a quem te deu a vida, e amor a quem sempre te deu apoio. Pois mãe,  a gente tem uma só. 

( Eu amo você, mãe. Obrigada por tudo que já fez por mim, por estar sempre comigo mesmo eu sendo uma das pessoas mas errantes que existem, você é tudo pra mim. )

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